Fundos de Investimentos: conceitos básicos, mas importantes!

Por Danilo Brito, CFP®

Hoje vou falar com vocês sobre um tema muito importante: Fundos de Investimentos. Irei abordar aqui os conceitos básicos sobre o tema para que consigamos ter a ideia geral.


Vamos começar do começo!


O fundo de investimento é uma comunhão de recursos, constituído sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em ativos financeiros.


Quando o objetivo é investir seus recursos em títulos públicos, privados ou em ações (entre outros instrumentos), o investidor pode, por exemplo, acessar o banco de sua preferência e aplicar em CDB (ou seja, emprestar seu dinheiro para o banco com a promessa de um retorno). Porém, há diferença entre o investidor que chega com R$ 500,00 ou R$ 5.000.000,00. O banco dará, por exemplo, um rendimento de 90% do CDI para o primeiro e 102% do CDI para o segundo. Ou seja, há diferença de rendimento de acordo com o volume aplicado em muitas instituições.


Agora imagine que esse investidor juntou seus R$ 500,00 mais os recursos de sua família e amigos e foi ao banco com R$ 10.000.000,00 para aplicar no mesmo CDB. Você já sabe o resultado, o banco lhe oferecerá, por exemplo, um rendimento de 105% do CDI.


Com esse exemplo dá para perceber uma das vantagens de se investir em “conjunto”: conseguir taxas de retorno que individualmente não conseguiria. Essa ideia de se investir em conjunto é uma das definições de fundos de investimentos. A definição que está artigo 3º da instrução CVM 555 (que inicia esse texto) diz que fundo de investimento é uma comunhão de recursos (investimento em conjunto), constituído sob a forma de condomínio, que pode ser trazido aqui como sendo semelhante à um condomínio de apartamentos. Os moradores possuem os mesmos direitos, deveres, todos pagam uma taxa para os serviços comuns. Se um morador possui 2 apartamentos, terá os mesmos direitos do que possui apenas um. Os fundos de investimentos comungam da mesma ideia, conforme veremos na sequência.


Investimento individual x investimento coletivo

Figura 1


Na figura 1 temos a forma individual de aplicação em ativos financeiros, onde o investidor pode alocar seus recursos em renda fixa (como CDB, LCI, Títulos do Tesouro, Debêntures, CRI), renda variável (como ações), mas também pode alocar em imóveis, moedas etc.


Figura 2


Já na figura 2 vemos os investidores aplicando através de um fundo de investimentos. Nesse formato o investimento é feito de forma conjunta, e a diferença para a forma direta é que o investidor deixa seus recursos para alguém (um gestor profissional) fazer a aplicação para ele. Esse gestor, com a comunhão dos valores que entraram no fundo, irá aplicar em CDB, ou Títulos do Governo Federal, ou Ações, ou algum outro ativo que esteja na estratégia de investimento. Logo, o investidor que alocou R$ 100,00 terá seus recursos aplicados nos ativos que o fundo aplica, assim como aquele que aplicou 1 milhão de reais.


Podemos resumir a definição de Fundos de Investimentos (FI) como sendo uma aplicação de forma conjunta onde delegamos a gestão para um gestor profissional, que fará as aplicações diretamente em ativos financeiros. Mas pode surgir uma dúvida: qual ativo financeiro? Bom, cada FI terá sua estratégia e os investidores se juntarão naquela que se adeque ao seu momento de vida, objetivo e perfil. Por exemplo, você pode aplicar no FI Renda Fixa Referenciado DI, esse investimento terá como objetivo entregar um retorno atrelado à taxa de juros (CDI), ou seja, terá uma variação menor. Mas você também tem a opção de investir no FI de Ações da Petrobrás, que, como o nome sugere, aplicará em ações da empresa Petrobrás e, por consequência, terá um risco maior.


Algumas vantagens de se investir em fundos


Como vimos, aplicar em FI tem uma vantagem importante que é conseguir taxas de retorno melhores em ativos de renda fixa por estar aplicando um volume muito maior do que o individual. Por exemplo, você aplica R$ 100,00, mas o gestor chega para aplicar em um banco com o volume de R$ 1.000.000,00 (que o valor coletivo do FI).


Outra vantagem é acessar mercados que seriam difíceis (ou inacessíveis) com um valor baixo. Imagine você querendo aplicar em ações listadas na bolsa da China um valor de R$ 100,00. De forma individual seria muito complicado, caro e difícil. Porém, dentro da estrutura de um FI isso acaba sendo simples para o investidor.


Imagine ainda que você tenha R$ 1.000,00 mas deseja investir em imóveis para receber aluguel. Você pode pensar que estou louco em pensar que seria possível comprar um imóvel com esse valor, e realmente não dá. Mas através de FI você consegue investir em imóveis, comprando parte do fundo que faz esse investimento em seu portfólio e ainda receberá o aluguel.

Se pensarmos que nem todos os investidores têm ferramentas, tempo e conhecimento para acompanhar os mercados para investimento. Sendo assim, delegar seus recursos para alguém que fará esse acompanhamento e diversificação é muito mais eficiente. Como exemplo prático, os fundos Multimercados, que diversifica com Renda Fixa, Ações, Câmbio, Commodities, Internacional, entre outros, lhe dá acesso a esses mercados com o acompanhamento e tese de gestão dos profissionais de mercado.


Os tópicos abordados neste artigo não são recomendação ou indicação de investimento, são essenciais para qualquer pessoa entender mais sobre educação financeira.


Para saber mais sobre finanças e investimentos acompanhe os conteúdos da Multiplique, inscreva-se nos cursos ministrados e fique por dentro!



Por Danilo Brito, CFP®

Danilo é graduado em Matemática e pós-graduado em Finanças, Investimentos e Banking pela PUC. É Especialista de Investimentos certificado pela Anbima e Planejador Financeiro certificado pela Planejar.

Possui vasta experiência na área de investimentos com passagens pelos bancos Santander, Itaú e Bradesco. Tem artigos publicados no jornal Folha Metropolitana de Guarulhos.



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