A morte e os impostos...

Um velho ditado americano diz que só existem duas certezas nessa vida: a morte e os impostos. Para a morte ainda não arrumamos solução, mas para os impostos sim!

Dando continuidade ao post anterior, em que eu comecei a falar sobre previdência e a importância dela para o futuro, neste post vou falar sobre como é a tributação sobre este tipo de produto de investimento.

O primeiro benefício fiscal que temos é com relação ao PGBL, que serve como um instrumento de abatimento de imposto de renda. Veja como funciona:

Para pessoas que fazem declaração de IR completa (aquele tipo de declaração onde você tem abatimento devido a gastos com dependentes, gastos com saúde e educação) o PGBL entra também como fator de abatimento. Até 12% da sua renda bruta anual pode ser abatida através de aplicações do PGBL . Olha o exemplo numérico:

Uma pessoa que recebeu R$ 60 mil em 2017 poderá aplicar até R$ 7.200 em PGBL (12% de R$ 60 mil). Na declaração de imposto de renda anual a sua renda para o cálculo de IR não será mais de R$ 60 mil e sim de R$ 52.800. Dessa forma, esta pessoa pagará menos imposto de renda no ajuste anual, ou vai restituir mais do que se não fizesse o PGBL. No exemplo acima, a diferença é de R$ 4.620,00

Mas... como não existe almoço grátis... nos resgates de PGBL serão tributados sobre o valor total (aportes + rendimento). Você não paga imposto agora, mas paga lá na frente. Mas se o planejamento for bem feito, o imposto será muito menor.

Isto porque, em previdência temos a tabela regressiva de IR. Quando vamos fazer nosso plano de previdência, seja um PGBL ou um VGBL, escolhemos a maneira pela qual o imposto será cobrado: pela tabela regressiva (definitiva) ou pela tabela progressiva (compensável).

A tabela regressiva funciona da seguinte forma: