A morte e os impostos...

August 15, 2017

Um velho ditado americano diz que só existem duas certezas nessa vida: a morte e os impostos. Para a morte ainda não arrumamos solução, mas para os impostos sim!

 

Dando continuidade ao post anterior, em que eu comecei a falar sobre previdência e a importância dela para o futuro, neste post vou falar sobre como é a tributação sobre este tipo de produto de investimento. 

 

O primeiro benefício fiscal que temos é com relação ao PGBL, que serve como um instrumento de abatimento de imposto de renda. Veja como funciona:

 

Para pessoas que fazem declaração de IR completa (aquele tipo de declaração onde você tem abatimento devido a gastos com dependentes, gastos com saúde e educação) o PGBL entra também como fator de abatimento. Até 12% da sua renda bruta anual pode ser abatida através de aplicações do PGBL . Olha o exemplo numérico:

 

 

 Uma pessoa que recebeu R$ 60 mil em 2017 poderá aplicar até R$ 7.200 em PGBL (12% de R$ 60 mil). Na declaração de imposto de renda anual a sua renda para o cálculo de IR não será mais de R$ 60 mil e sim de R$ 52.800. Dessa forma, esta pessoa pagará menos imposto de renda no ajuste anual, ou vai restituir mais do que se não fizesse o PGBL. No exemplo acima, a diferença é de R$ 4.620,00

 

Mas... como não existe almoço grátis... nos resgates de PGBL serão tributados sobre o valor total (aportes + rendimento). Você não paga imposto agora, mas paga lá na frente. Mas se o planejamento for bem feito, o imposto será muito menor.

 

Isto porque, em previdência temos a tabela regressiva de IR. Quando vamos fazer nosso plano de previdência, seja um PGBL ou um VGBL, escolhemos a maneira pela qual o imposto será cobrado: pela tabela regressiva (definitiva)  ou pela tabela progressiva (compensável).

 

A tabela regressiva funciona da seguinte forma:

 

 

 Quanto mais tempo você deixa o dinheiro aplicado, menor será a alíquota, podendo chegar a 10% (menor alíquota de IR em investimentos).

 

"Poxa, mas precisa esperar 10 anos!!! É muito tempo" .

 

Sim, precisa esperar 10 anos, mas você é recompensado pela dor da espera: você paga menos da metade de IR ! Você paga 10% em vez de pagar 27,5%! Pra mim é uma excelente recompensa! E vamos combinar que 10 anos não é tanto tempo assim...passa voando!

 

Note também que, a partir do quarto ano você já paga menos imposto do que pagaria na sua declaração de IR.

 

Também temos, tanto para PGBL quanto para VGBL, a tabela progressiva: você paga 15% de IR na fonte, no momento do resgate e pode pagar até mais 12,5% na declaração de imposto de renda no ano seguinte, totalizando 27,5%.

 

Eu particularmente prefiro a tabela regressiva. Ela faz com que o benefício fiscal seja maximizado, te recompensando muito mais no longo prazo. E previdência é um investimento de longo prazo. Se for para utilizar o dinheiro no curto prazo é melhor partir para outro tipo de investimento.

 

Aplicações em VGBL não podem ser abatidas da declaração de IR, mas na ocasião do resgate e transformação em renda o tributo é calculado apenas sobre o rendimento da aplicação. No VGBL você tem a opção de escolher entre as duas tabelas de IR, a progressiva e a regressiva. Neste caso também prefiro a regressiva pelo mesmo motivo descrito acima.

 

Ufa! Textão pra explicar tributação em previdência...mas acho válido! É super importante conhecer estes detalhes, tanto para aqueles que estão no mercado bancário quanto para aqueles que estão interessados em cuidar do futuro.

 

Dúvidas já sabem...é só colocar nos comentários!

 

Um grande abraço!

 

 

 

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